JAIR MESSIAS BOLSONARO - Presidente da República
Filiado ao Partido Social Liberal (PSL),
foi deputado federal por
sete mandatos entre 1991 e 2018, sendo eleito através de diferentes partidos ao
longo de sua carreira. Seu irmão Renato Bolsonaro e três de seus filhos
também são políticos: Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. Formou-se na Academia Militar
das Agulhas Negras em 1977 e serviu nos grupos de artilharia de campanha pára-quedista do Exército Brasileiro.
Bolsonaro ingressou na reserva em 1988, com o posto de capitão, para concorrer à Câmara Municipal do Rio de Janeiro naquele ano. Foi eleito vereador
pelo Partido Democrata Cristão,
partido que seria extinto em 1993. Em 1990, candidatou-se a deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro. Foi o
candidato mais votado, com apoio de 6% do eleitorado fluminense (464 mil
votos), sendo reeleito por seis vezes. Durante seus 27 anos na Câmara dos Deputados,
ficou conhecido por ter uma personalidade
controversa, por conta de suas visões políticas geralmente
caracterizadas como populistas e de extrema-direita, que incluem a simpatia pela ditadura militar
no Brasil e a defesa das práticas de tortura por aquele regime.
Antonio Hamilton Martins Mourão Vice-Presidente da República
ingressou no
Exército em 1972, na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no Rio de
Janeiro, também frequentada por Bolsonaro. Foi instrutor da mesma academia,
cumpriu missão de Paz em Angola e foi adido militar do Brasil na Venezuela. Ele
também comandou a 6ª Divisão de Exército e o Comando Militar do Sul.
Ministros Governo Jair Bolsonaro
André Luiz de Almeida Mendonça
(AGU)
Já trabalhou na AGU, onde foi Corregedor-Geral,
Adjunto do Procurador-Geral da União e Diretor do Departamento de Patrimônio e
Probidade, Coordenador de Medidas Disciplinares, Vice-Diretor da Escola da AGU
e Procurador-Seccional da União em Londrina.
Atualmente é assessor especial da Controladoria
Geral da União (CGU), responsável por coordenar as comissões de negociação dos
acordos de leniência no âmbito da CGU.
O advogado é formado pela Faculdade de Direito de
Bauru e fez curso sobre corrupção na Universidade de Salamanca, na Espanha.
Augusto Heleno (Gabinete de
Segurança Institucional)
O general Heleno se formou na Academia Militar das
Agulhas Negras com o primeiro lugar na turma de cavalaria em 1969 - oito anos
antes, portanto, que Bolsonaro. Tornou-se conhecido do grande público ao ser
nomeado o primeiro comandante militar da Missão das Nações Unidas para a
Estabilização no Haiti (Minustah), liderada pelo Brasil, cargo que ocupou de
2004 a 2005.
Depois, assumiu, em setembro de 2007, o Comando
Militar da Amazônia (CMA), um dos postos mais prestigiosos do Exército. Menos
de dois anos depois, porém, foi removido após chamar a política indigenista do
governo Lula (2003-2010) de "caótica" e dizer que a demarcação
contínua da reserva Raposa-Serra do Sol era uma "ameaça à soberania
nacional".
Bento Costa Lima Leite (Minas
e Energia)
É militar da Marinha, e ocupa o posto de Almirante
de Esquadra. Hoje, Costa é diretor-geral de desenvolvimento nuclear e tecnológico
da força.
Em seu último cargo antes de ser indicado ministro,
Bento esteve à frente do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) e o
Programa Nuclear da Marinha (PNM). Costa é pós-graduado em ciência política
pela Universidade de Brasília (UnB) e também concluiu um MBA em gestão pública
pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Carlos von Doellinger (Ipea)
O economista Carlos von Doellinger foi indicado por
Paulo Guedes para presidir o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Pesquisador aposentado da instituição e economista da Universidade Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ), von Doellinger presidiu o Banco do Estado do Rio de
Janeiro (Banerj) e já integra a equipe econômica de transição do futuro
governo.
O instituto tem a função de dar suporte técnico ao
governo para a formulação e de políticas públicas e programas de
desenvolvimento.
Carlos Alberto dos Santos Cruz
(Secretaria de Governo)
Gaúcho da cidade de Rio Grande (RS), Carlos Alberto
é engenheiro civil de formação e general da reserva do Exército. Enquanto
estava na ativa, Carlos Alberto comandou a missão de paz no Haiti, a Minustah,
de 2007 a 2009. Também chefiou a Secretaria Nacional de Segurança Pública
(Senasp) do Ministério da Justiça, durante alguns meses no governo de Michel Temer
(MDB).
A Secretaria de Governo têm sua estrutura dentro do
Palácio do Planalto. Hoje chefiado por Carlos Marum (MDB), o órgão é um dos
responsáveis pela fazer a articulação com o Congresso. Hoje, são quatro os
ministérios que funcionam dentro do Palácio: Casa Civil, Secretaria-Geral,
Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Secretaria de Governo.
Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos)
A advogada e pastora evangélica Damares Alves,
atualmente assessora do senador Magno Malta (PR-ES), foi confirmada como
ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos no governo de Jair Bolsonaro.
Sua pasta incluirá também a Funai (Fundação Nacional do Índio) - a decisão
contraria a vontade de representantes dos povos indígenas que defendiam a
manutenção do órgão no Ministério da Justiça.
Ernesto Araújo (Relações
Exteriores)
O embaixador de 51 anos é atualmente diretor do
Departamento dos Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos.
Fernando Azevedo e Silva
(Defesa)
é general da reserva e foi assessor do presidente
do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.
Foi chefe do Estado-Maior do Exército e esteve à
frente da Autoridade Pública Olímpica durante o governo de Dilma Rousseff
Azevedo e Silva também foi chefe da assessoria
parlamentar do Comando do Exército de 2003 a 2004.
Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência)
Advogado de formação, Gustavo Bebianno presidiu o
partido de Bolsonaro, o PSL, durante a campanha eleitoral. É considerado uma
das pessoas mais próximas do presidente eleito.
A Secretaria-Geral é um dos quatro ministérios
atuais cuja estrutura fica dentro do Palácio do Planalto; sua função é auxiliar
o presidente da República no relacionamento com a sociedade civil, entre outras
tarefas.
Ao ser anunciado como o futuro titular do órgão,
Bebianno disse que sua pasta será a responsável por tocar o Programa de
Parcerias de Investimentos (PPI), criado por Michel Temer, com o objetivo de
acelerar privatizações e concessões de serviços públicos (rodovias, aeroportos
etc).
Gustavo Canuto
(Desenvolvimento Regional)
O ministério criado pelo governo Bolsonaro será uma
fusão dos ministérios das Cidades e da Integração Nacional, do qual Canuto é o
atual secretário executivo. "Vamos unir as políticas de desenvolvimento
regional e urbano. O país tem histórias de desenvolvimento muito diferentes,
cada estado tem sua própria cultura e especialidades o ministério vai
potencializar essas especialidades", disse ele em entrevista após o
anúncio.
Joaquim Levy (BNDES)
O futuro presidente do BNDES foi nomeado ministro
da Fazenda por Dilma Rousseff para seu segundo mandato e anunciado pouco depois
de a presidente se reeleger. O cargo era ocupado até então por Guido Mantega.
Levy administrava na época um dos braços do banco
Bradesco, o Bradesco Asset Management, e teria sido escolhido depois de o então
presidente da instituição, Luiz Carlos Trabuco, ter declinado o convite para o
mesmo cargo.
Ex-aluno do ex-presidente do Banco Central Armínio
Fraga, ele é visto como um adepto do liberalismo econômico, que prega uma menor
intervenção do Estado na economia, filosofia criticada por Mantega.
Luiz Mandetta (Ministério da
Saúde)
O deputado do DEM do Mato Grosso do Sul é
ortopedista e foi secretário de Saúde em Campo Grande entre 2005 e 2010, quando
saiu para candidatar-se a deputado federal, cargo que ocupa desde então médico
pediatra, disse em 2013 que a vinda de cubanos para o Mais Médicos era um
"navio negreiro do século 21".
Mansueto Almeida (Tesouro)
Atual secretário do Tesouro Nacional do governo
Temer, Almeida permanecerá no governo Bolsonaro. Antes de se tornar secretário
do Tesouro, ocupava o cargo de secretário de Acompanhamento Fiscal, Energia e
Loteria do ministério da Fazenda.
É economista licenciado do Ipea (Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada), especialista em contas públicas, e é visto como
alguém com bom conhecimento sobre previdência, área que é um dos principais
desafios que o próximo governo enfrentará.
Marcelo Álvaro Antônio
(Turismo)
O futuro ministro é deputado federal pelo PSL de
Minas Gerais e membro da Frente Parlamentar Evangélica da Câmara. Está em seu
segundo mandato como deputado e tem 44 anos. Antes de se candidatar a deputado
federal. foi vereador por Belo Horizonte.
Marcos Pontes (Ciência e
Tecnologia)
Nascido em São Paulo, em
1963, Marcos Pontes é mestre em Engenharia de Sistemas, engenheiro aeronáutico,
piloto de testes de aeronaves e astronauta. Ele entrou na Força Aérea
Brasileira em 1981. Em 1998, passou em um concurso público da Agência Espacial
Brasileira (AEB) para representar o Brasil na NASA na função de astronauta. Tornou-se
o primeiro astronauta brasileiro
Maurício Valeixo (Polícia
Federal)
Escolhido pelo futuro ministro da Justiça Sergio
Moro, o delegado é o atual Superintendente da Polícia Federal no Paraná. Foi
Diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado de 2015 a 2017. Antes
disso, passou dois anos como adido policial na embaixada brasileira em
Washington, nos Estados Unidos.
Onyx Lorenzoni (Casa Civil)
ocupará o cargo de ministro-chefe da Casa Civil no
novo governo o parlamentar gaúcho é articulador da campanha do presidente
eleito desde 2017. Há cerca de um ano, começou a realizar jantares em sua casa
em Brasília a fim de atrair outros parlamentares e construir uma frente
suprapartidária de apoio ao capitão reformado.
Lorenzoni, de 64 anos, é médico veterinário e
iniciou sua atuação política como dirigente de entidades da categoria no Rio
Grande do Sul. Ele é sócio do Hospital Veterinário Lorenzoni onde, por mais de
20 anos, atuou como clínico e cirurgião de pequenos animais.
Osmar Terra (Cidadania e Ação
Social)
Ex-ministro do Desenvolvimento Social do governo
Michel Temer, Terra é deputado federal pelo MDB há cinco mandatos.
A pasta de Cidadania e Ação Social vai juntar os
atuais ministérios do Desenvolvimento Social, Esporte e Cultura. Segundo o
ministro, também estará sob sua esfera parte da Secretaria Nacional de Políticas
sobre Drogas (Senad). Cada área terá um secretário, a ser nomeado.
O programa Bolsa Família, diz o ministro, será
mantido, "com foco em geração de emprego e renda". "A maior
vitória de um programa é a redução de pessoas que precisam dele. É isso que vamos
trabalhar."
Paulo Guedes (Economia)
O economista liberal Guedes deve assumir um
super-Ministério da Fazenda, previsto para incorporar também as pastas do
Planejamento, da Indústria e Comércio, além da secretaria que hoje cuida de
concessões e privatizações.
O economista já declarou que gostaria de vender
todas as estatais, sem restrições, mas Bolsonaro quer preservar as que
considera "estratégicas", como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa
Econômica.
"Mais Brasil e menos Brasília", resumiu
em artigo do ano passado, com críticas à "concentração de poder político e
recursos financeiros no governo federal".
Carioca, nascido em 1949, Guedes deixou o Brasil
nos anos 1970 para fazer doutorado sobre política fiscal na Universidade de
Chicago (EUA), referência no ensino de economia liberal. De lá saíram os
chamados Chicago Boys, grupo de economistas que atuou no governo do ditador
chileno Augusto Pinochet (1973-1990).
Pedro Guimarães (Caixa
Econômica Federal)
O escolhido para presidir o banco agente das
políticas públicas do governo federal é PhD em Economia pela Universidade de
Rochester, nos Estados Unidos, com especialização em privatizações, tem
experiência no mercado financeiro, com passagem por instituições como os bancos
Bozano, Simonsen; BTG Pacutal e Brasil Plural.
Ricardo de Aquino Salles (Meio Ambiente)
advogado Ricardo de Aquino Salles foi secretário de
Meio Ambiente do governo de São Paulo no governo de Geraldo Alckmin (PSDB). É
também um dos criadores do movimento de direita Endireita Brasil. "Vamos
preservar o meio ambiente sem ideologia e com muita razoabilidade", disse
Salles, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo após Bolsonaro indicar seu
nome ao cargo.
Ricardo Vélez Rodríguez
(Educação)
o colombiano Ricardo Vélez Rodríguez, filósofo e
professor emérito da Escola de Comando e estado Maior do Exército. Seu
currículo acadêmico na plataforma Lattes diz que o futuro ministro tem
graduação em filosofia pela Universidade Pontifícia Javeriana (1964), graduação
em teologia pelo Seminário Conciliar de Bogotá (1967), mestrado em filosofia
pela PUC-Rio (1974), doutorado em filosofia pela Universidade Gama Filho (1982)
e pós-doutorado pelo Centro de Pesquisas Políticas Raymond Aron, Paris.
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Roberto Campos Neto (Banco
Central)
Tem 49 anos e é diretor do banco Santander,
responsável pela tesouraria. É especialista em finanças pela Universidade da
Califórnia.
Seu nome será levado ao Senado, que tem a
atribuição de aprovar a indicação.
Trabalhou no Banco Bozano Simonsen de 1996 a 1999.
De 2000 a 2003, trabalhou como chefe da área de Renda Fixa Internacional no
Santander Brasil. Em 2004, ocupou a posição de Gerente de Carteiras na
Claritas. Voltou ao Santander Brasil em 2005 como Operador e em 2006 foi Chefe
do Setor de Trading. Em 2010, passou a ser responsável pela área de
Proprietária de Tesouraria e Formador de Mercado Regional & Internacional.
O Banco Central é o responsável, entre outras atribuições,
pelo controle da inflação no País. Cabe a ele conduzir as políticas monetária,
cambial, de crédito, e de relações financeiras com o exterior; a regulação e da
supervisão do Sistema Financeiro Nacional; a administração do Sistema de
Pagamentos Brasileiro e os serviços do meio circulante.
Roberto Castello Branco
(Petrobras)
doutor em economia pela FGV e tem pós-doutorado
pela Universidade de Chicago. Foi Professor da FGV, presidente executivo do
Ibmec, diretor do Banco Central, diretor executivo de instituições financeiras
e diretor e economista chefe da Vale S.A..
Rubem Novaes (Banco do Brasil)
PhD em Economia pela Universidade de Chicago, foi
professor da Fundação Getúlio Vargas, diretor do BNDES e presidente do Sebrae.
Sergio Moro (Justiça e
Segurança Pública)
O juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba era
responsável pelo julgamento dos processos da Operação Lava Jato até aceitar o
convite de Jair Bolsonaro para o governo. Com isso terá que deixar seu cargo no
Judiciário.
Tarcísio Gomes de Freitas (Infra-estruturar)
engenheiro civil formado pelo Instituto Militar de
Engenharia (IME), e possui pós-graduação em gerenciamento de projetos e
engenharia de transportes. Hoje, trabalha como consultor legislativo da Câmara
dos Deputados - é responsável por avaliar e escrever análises sobre projetos de
lei e outras matérias que tramitam na Casa.
Tereza Cristina (Agricultura)
deputada federal pelo DEM do Mato Grosso do Sul e
começou seu primeiro mandato em 2015. É engenheira agrônoma e teve cargos em
governos do seu estado.
Wagner do Rosário (CGU)
Funcionário de carreira da CGU e militar, é em
Ciências Militares pela Academia das Agulhas Negras e mestre em Combate à
Corrupção e Estado de Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha.
Também já atuou como Oficial do Exército.