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quarta-feira, 10 de junho de 2020

Números em um pobre país


Pobre pais rico que não conhece o número de brasileiros que vivem sem certidão de nascimento
Pobre pais rico que não conhece o número de brasileiros sem CPF
Pobre pais rico que não conhece o número de brasileiros sem casa para morar sem agua para beber ou luz eletrica
Pobre pais rico que não conhece o número de brasileiros sem terra para plantar ou sem saneamento básico 
Pobre pais rico que não conhece o número de brasileiros sem acesso a saúde, transporte e escola
Pobre pais rico que não conhece o número de brasileiros sem emprego, sem comida e sem  lar
Será que números são apenas números
Pobre pais rico que não conhece o número de mortos, por câncer,  problemas cardíacos, acidente e até mesmo por morte natural Pobre pais rico que não sabe e não conhece seus números de infectados pelo Covid 19, Dengue ou, Chikungunya.
Pobre pais rico que não conhece o numero de leitos necessários para curar seus filhos
Pobre país rico que desconhece seus números

NeyJornalista
Antigo Integrante do 2BPE
Infante, combatente, Policial do Exército


quarta-feira, 15 de abril de 2020

Coronavírus: 6 medidas antes de flexibilizar o isolamento social


A Organização Mundial da Saúde listou critérios a serem preenchidos antes de afrouxar o distanciamento social. Veja como o Brasil está em cada um.
Uma revisão de 29 estudos do Instituto Cochrane mostra que a quarentena e medidas de isolamento social reduzem de 31 a 63% o número de mortes por coronavírus (Sars-CoV-2). Se a eficácia dessas estratégias é inegável, restam dúvidas sobre qual o momento ideal de flexibilizá-las. Daí porque a Organização Mundial da Saúde (OMS) listou seis critérios que devem ser preenchidos antes de começar a afrouxar paulatinamente o controle de movimentação da população.
Esses itens foram criados pensando mais em países da Ásia e da Europa, onde a pandemia se disseminou antes do que aqui. Portanto, o número de novos casos e óbitos de Covid-19 por dia começa a diminuir em boa parte das nações dessas regiões.
Uma pesquisa chinesa publicada no The Lancet sugere que um relaxamento prematuro das políticas de isolamento social culminaria em um crescimento rápido de mortes pelo coronavírus — e desperdiçaria parte do esforço conjunto de antes. “Uma decisão precoce pode acelerar a transmissão e gerar uma segunda onda de infecções”, escreveram os cientistas Shunqing Xu e Yuanyuan Li, da Universidade de Ciência e Tecnologia Huazhong, em um comentário sobre esse estudo.
1) Transmissão do vírus controlada: no Brasil, o número de novas mortes registradas em um dia bateu recorde hoje, 14 de abril. São 204 falecimentos.
2) Sistemas de saúde com capacidade de detectar, testar, isolar e tratar todas as pessoas com coronavírus e os seus contatos mais próximos: nosso país realizou apenas 296 testes a cada 1 milhão de habitantes, segundo o site Worldometer. Ocupamos a 131ª posição nesse quesito.
3) Controle de surtos em locais especiais, como instalações hospitalares: boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde demonstram preocupação com a incidência de infecções em médicos e outros profissionais, além de admitir que pode haver falta de equipamentos de proteção individual, como máscaras.
4) Medidas preventivas de controle em ambientes de trabalho, escolas e outros lugares onde as pessoas precisam ir: não houve uma ampla discussão sobre o assunto no Brasil.
5) Manejo adequado de possíveis novos casos importados: as fronteiras brasileiras já estão cheias de restrições. Mas, sem capacidade de testagem rápida, fica difícil frear efetivamente pessoas infectadas vindas de fora.
6) Comunidade informada e engajada com as medidas de higiene e as novas normas: há registros em São Paulo e em outras cidades de pessoas se manifestando contra as medidas sociais, além de aglomerações desnecessárias. Isso sugere que ainda há bastante gente negligenciado a pandemia de coronavírus.